Eventos

Executivas do setor da saúde

A Hospitalar é mesmo feita de mulheres fortes e, na semana em que foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que destacar o papel das executivas que estão à frente de cargos na área da saúde.

Mãe × Profissional

“O tempo acabou se tornando o meu maior aliado e assim aprendi a deixar cada fatia da minha vida no seu devido lugar de forma igualitária e plena.”
(Liliana Cherfen)

À frente da Sincron, indústria especializada na fabricação, instalação e manutenção de Sistemas de chamada de enfermagem, Liliana Cherfen ressalta o grande desafio – que hoje ela considera superado – de conciliar a mulher mãe com a mulher empresária “O tempo acabou se tornando o meu maior aliado e assim aprendi a deixar cada fatia da minha vida no seu devido lugar de forma igualitária e plena”, diz. “Hoje consigo enxergar minha empresa estruturada com excelente posicionamento de mercado e concomitantemente vejo meus filhos se tornando excelentes pessoas com valores e caráter.” Liliana acredita que, apesar de a mulher ainda estar conquistando seu espaço a passos lentos, sua forma focada de atuar lhe permitiu ignorar algumas pequenas situações nas quais se sentiu sendo analisada como mulher e não como profissional.

Garra e Persistência

“As mulheres têm uma característica comum: têm garra e persistem, por isso dão certo.”
(Tânia Machado)

“Ninguém segura uma mulher determinada, engajada e em busca de crescimento profissional”, enfatiza a CEO da TM Jobs, Tânia Machado. Com mais de 15 anos de experiência na área da saúde, ela está à frente de uma das maiores consultorias em negócios especializada no segmento saúde e, para ela, a mulher caminha lado a lado com os homens no empreendedorismo. “As mulheres têm uma característica comum: têm garra e persistem, por isso dão certo”, diz. O grande desafio, em sua opinião, é fazer acontecer, independentemente do cenário, das opiniões ou das estatísticas. “É ousar, fazer diferente, correr riscos e cumprir nossa missão.”

E as vitórias são inúmeras: “Hoje geramos empregos, fidelizamos clientes, ampliamos nossa atuação e visibilidade no âmbito nacional, criamos novos produtos e novas aéreas de atuação para atender a novas oportunidades”, comemora.

Preconceito

“No meio empresarial existem dificuldades, sim, principalmente quando a mulher assume um cargo de chefia.”
(Karin Schmidt Massaro)

A sócia-diretora e presidente do conselho da Fanem, Karin Schmidt Massaro, conta que no início teve certa dificuldade ao assumir o cargo por ser mulher: “Infelizmente isso ocorreu dentro da minha própria empresa”, lamenta. “Nunca senti isso no meio médico e hospitalar, mas no meio empresarial existem dificuldades, sim, principalmente quando a mulher assume um cargo de chefia.”

Mais um desafio vencido. À medida que a empresa ganha destaque e notoriedade – principalmente nos diversos países onde atua –, o fato de estar à frente do cargo de chefia traz para a diretora grande satisfação e orgulho por consolidar a marca, reconhecida e premiada na fabricação de incubadoras de última geração, em muitos outros mercados. “Meu maior desafio no momento é como nova gestora da filial na Índia”, frisou Massaro.

Ao Redor do Mundo

“Hoje as mulheres assumem posições de decisão nas mesas de negócio e são respeitadas como qualquer homem seria, desde que o assunto seja tratado com firmeza e a proposta de negócio seja viável.”
(Clara Porto)

Em um setor predominantemente masculino como o de indústrias de equipamentos médicos, a gerente de marketing e exportação da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), Clara Porto, transita sem maiores dificuldades. Ela é responsável pela gestão do projeto da entidade junto a Apex-Brasil, que leva as empresas associadas para feiras e missões comerciais nos quatro cantos do mundo.

A gerente da ABIMO acredita que o mundo hoje já está bastante evoluído e que as dificuldades podem ser as mesmas que as mulheres enfrentam desde o início da história da humanidade, porém a maneira com que as executivas que ocupam cargos de destaque em grandes empresas lidam com estas dificuldades mudou muito atualmente. “Hoje as mulheres assumem posições de decisão nas mesas de negócio e são respeitadas como qualquer homem seria, desde que o assunto seja tratado com firmeza e a proposta de negócio seja viável.” Não duvidamos.

Clara conta que a situação mais difícil vivida por ela foi uma apresentação sobre a ABIMO no Irã, para uma plateia predominantemente masculina, dividindo a mesa de discussão com outros homens. “No Irã, as mulheres devem utilizar vestuário adequado e cobrir os cabelos, por isso eu tinha um grande receio de não ser respeitada neste ambiente e de me deparar com dificuldades durante minha passagem pelo país”, conta. “Para minha surpresa, no ambiente de negócios, fui muito bem tratada e respeitada, e todos os contatos e reuniões realizados por lá tomaram novos desdobramentos visando aumentar as exportações brasileiras para o Irã. No fim do dia, o que vale é o negócio”, comemora.

Desafio Vencido

“Hoje, sete anos depois, é gratificante perceber que a GPeS é reconhecida pelo mercado não só como líder em curadoria de conteúdo especializado, mas também por sua qualidade na produção de eventos e gestão de relacionamentos B2B”.
(Gilmara Espino)

Em 2009, quando a GPeS – Gestão de Projetos em Saúde foi fundada, a proposta era muito inovadora, pois reunia mais de 20 hospitais concorrentes em um projeto compartilhado de comunicação. Comandar uma nova empresa a partir de uma ideia não convencional e em um setor tão conservador como o de saúde, foi o primeiro desafio vencido pela presidente e fundadora da empresa, Gilmara Espino. O segundo foi, nos primeiros anos, administrar sozinha as áreas de produção e comercial. “Hoje, sete anos depois, é gratificante perceber que a GPeS é reconhecida pelo mercado não só como líder em curadoria de conteúdo especializado – a Revista Melhores Práticas é uma de nossas publicações -, mas também por sua qualidade na produção de eventos e gestão de relacionamentos B2B”, destacou ela.

Mulheres de Negócios

Mesmo diante dos percalços, a mulher vem alcançando destaque, particularmente como empreendedora. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade Potiguar (João Pessoa/PB), as mulheres detêm a maioria das características empreendedoras e suas habilidades são seu maior potencial, atrelados à capacidade de diversificação.

Celiane Gonçalves, coach e staff da Sociedade Brasileira de Coaching, explica que a mulher tem maior sensibilidade e um jeito diferente de lidar com os negócios, além de maior capacidade para gerir e gerenciar. A durabilidade do negócio da mulher é maior, e ela pode competir de igual para igual com o homem, ou até melhor, em muitos setores.

“A mulher corre risco de forma mais planejada e calculada, enquanto que os homens são mais ‘afoitos’. A mulher pesquisa, vai atrás, está buscando mais informações e se descobriu empreendedora”, enfatizou Gonçalves.

Write a comment